Evandro Vinicius de Sousa Almeida
Em um canto escondido do colégio Itagiba tinha uma briga de
duas amigas, onde as pessoas que assistiam delas riam e ninguém intervia. Após
a briga às duas saíram feridas, uma com os cabelos embaraçados e o rosto
machucado, e a outra com suas roupas rasgadas e toda quebrada. Uma era eu, a
menina quietinha sempre distraída, e a outra, minha ex-melhor amiga, que vivia
sempre comigo, para cima e para baixo, sem nenhuma das duas sair de perto uma
da outra. Porém, neste dia brigamos na escola, e esta briga foi uma briga feia,
e a causa, uma coisa boba, um garoto que não ligava para nenhuma das duas. E se
desse não deveria ser motivo de briga de nós duas. Ao invés de nos unirmos como
duas amigas, decidimos discutir o que nos levou à briga. Deveríamos nos
desculpar uma com a outra, mas pelo mais puro orgulho ninguém se desculpava.
Com às duas separadas, a aula, depois de nossa briga, parecia uma tortura. O
tempo parecia levar uma pedra em suas costas, indo cada vez mais devagar. Até
que, a coordenação nos chamou por nossa briga inacabada. Infelizmente a
coordenação não conseguiu resolver, e continuamos brigadas. Saímos de lá
emburradas, sem nenhuma querendo olhar para outra. Em meio ao recreio, todos já
sabiam e fofocavam sobre a briga, tornando o dia mais torturante. Até que tomei
minha decisão, vou pedir desculpas. Eu quero minha amiga de volta. Fui até ela,
e pedi desculpas com o coração na mão, como se eu fosse morrer a qualquer
instante. Como resposta, tive "me desculpe também". Naquele momento,
senti um alívio e alegria. E como se fosse uma redenção, voltamos aos pacíficos
momentos juntas, e aprendemos que não deveríamos abalar nossa amizade por
qualquer briga, buscando a melhor solução ou nem sempre.
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